Após manobras de evangélicos, Câmara de BH corta recursos para LGBT

Recursos seriam usados para centro de referência; votação da Lei do Orçamento Anual de 2018 da Prefeitura foi tensa

Publicado em 06/12/2017

Bancada evangélica da Câmara de BH rejeita políticas para LGBT

Após manobras de vereadores ligados a igrejas evangélicas, foram rejeitadas emendas, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, que tratavam de diversidade sexual e de gênero.

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Durante a votação da Lei do Orçamento Anual (LOA) de 2018 para a Prefeitura, na terça-feira 5, que tem previsão de receitas e despesas de R$ 12,5 bilhões, foi rejeitada a emenda 124 que destinaria recursos para a operacionalização do Centro de Referência LGBT.

Além disso, a emenda 117, que aborda políticas de educação, foi alterada. Em sua redação, o texto trazia a palavra "diversidade" que foi substituída por "étnico-racial".

Segundo o jornal O Estado de Minas, vereadores como Áurea Carolina (Psol), Cida Falabela (Psol) e Gilson Reis (PCdoB) tentaram convencer, em vão, os colegas sobre a importância de abordar a questão LGBT.

"Uma coordenadoria como essa ajuda a salvar vidas", explicou Reis. Pedro Patrus (PT) afirmou que as manobras contra as políticas públicas para a comunidade LGBT transformou a Casa em uma "destilaria de ódio".

"Eles não conseguem entender a importância das políticas públicas para a comunidade LGBT. Eles dizem na imprensa que não são contra, mas são contra, sim", disse. De acordo com a reportagem, os ânimos ficaram tão exaltados que o vereador Arnaldo Godoy (PT) chegou a chorar e foi consolado por colegas do partido e da bancada progressista.


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