Coalizão envolvendo 47 organizações anti-LGBT lançou campanha para acabar com o casamento homossexual nos Estados Unidos.
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O princípio central da campanha chamada "Greater Than" (Maior que) é que o único propósito do casamento é criar filhos e que o direito constitucional de casais do mesmo sexo se casarem legalmente no país, conforme estabelecido pela decisão da Suprema Corte de 2015, viola os direitos das crianças.
Em um comunicado, a porta-voz da Greater Than, Katy Faust, argumenta que o casamento entre pessoas do mesmo sexo resultou em "parentalidade tratada como substituível e crianças privadas do amor e da orientação únicos que somente uma mãe e um pai podem proporcionar".
Em entrevista à American Family Radio, Faust descreveu a parentalidade por casais do mesmo sexo como um "experimento destrutivo de manipulação psicológica sancionado pelo Estado contra crianças".
A opinião da ativista vai de encontro a estudos que mostram que casais de gays e lésbicas são tão bons pais e boas mães quanto os casais heterossexuais.
Um vídeo que acompanha o anúncio apresenta diversas figuras proeminentes da extrema-direita — incluindo Faust, Tony Perkins e Michael Knowles — proferindo mensagens subliminares anti-LGBT, claramente destinadas a evocar o espectro da falsa narrativa de que pessoas LGBT abusam de crianças.
A política de casamento, afirma Josh Hammer, editor sênior da Newsweek, no vídeo, “não se trata de conferir legitimidade a políticas públicas nem de obter benefícios econômicos quando se trata de adultos que têm seus próprios desejos românticos particulares”.
Da mesma forma, John Stonestreet, do Centro Chuck Colson para a Cosmovisão Cristã, alega que o casamento entre pessoas do mesmo sexo “coloca os desejos dos adultos acima das necessidades das crianças”.
“Estamos priorizando as fantasias dos adultos… em detrimento das reais necessidades e do verdadeiro bem das crianças”, afirma Knowles.
O presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, Al Mohler, afirma ainda que a igualdade no casamento “prejudica as crianças de praticamente todas as maneiras imagináveis”.
O vídeo termina com cada comentarista anti-LGBT repetindo o slogan “crianças são maiores que iguais”.