O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, perdeu a vaga para disputar a Presidência da República. Seu partido, o PSD, escolheu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
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O anúncio foi feito nesta segunda-feira 30 pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, durante coletiva de imprensa em São Paulo.
."Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", lamentou o gaúcho em vídeo.
Se tivesse sido escolhido, Leite teria sido o primeiro homem assumidamente gay a concorrer ao cargo de presidente do Brasil.
O governador gaúcho prosseguiu dizendo que seu nome era opção para sair da polarização política vivida no País.
"A decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país. Eu acredito em um outro caminho, acredito num centro liberal, democrático de verdade, não como uma posição de conveniência", disse.
Deputados estaduais e federais do partido divulgaram um manifesto de apoio a Leite: "Escolhemos o PSD porque escolhemos Eduardo Leite", diz a carta.
O terceiro pleiteante à vaga de candidato pelo partido, o governador paranaense Ratinho Junior já havia deixado a disputa na semana passada. Ele elogiou a escolha de Caiado.
Analistas políticos não enxergam nenhuma chance de Caiado chegar ao segundo turno. Como ele está alinhado ao bolsonarismo e este grupo já tem um nome forte - o senador Flávio Bolsonaro - Caiado poderá, com a candidatura, apenas barganhar um ministério caso Bolsonaro seja o vencedor nas urnas em outubro.
Na semana passada, em viagem a São Paulo para falar com lideranças do partido, Leite descartou ser vice e também disputar o Senado.