Ministro do Turismo da Malásia diz que não tem gays no país

País asiático de maioria muçulmana continua a não reconhecer direitos de cidadãos LGBT

Publicado em 06/03/2019
Ministro do Turismo da Malásia, Mohamaddin bin Ketapi diz que não tem gays no país
Ministro do Turismo disse que não há gays no País, que espera 30 milhões de turistas este ano

A badalada Kuala Lumpur pode seduzir muitos turistas com as imagens das Torres Petronas com seus 88 andares, mas se você for da comunidade LGBT, não se engane, você não é bem-vindo.

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O ministro do Turismo da Malásia, Datuk Mohamaddin bin Ketapi, sequer reconhece que existam LGBT no pais.

Na terça-feira 5, na maior feira de turismo do mundo, a ITB, em Berlim, Ketapi foi questionado se o seu país era um destino seguro para gays e judeus. Ele respondeu: "Não acho que tenhamos algo assim em nosso país".

Quando pressionado para esclarecer sua fala, um assessor do ministro, segundo a Vice, disse que Ketapi estava provavelmente repetindo a política do País de não reconhecer oficialmente os membros da comunidade LGBT. Não convenceu.

No ano passado, falava-se que o país, após eleger um novo governo, havia se tornado "uma nova Malásia". A expectativa é receber 30 milhões de turistas este ano. No entanto, gays, lésbicas e trans continuam a ser perseguidos.

Segundo a reportagem, o bar favorito das drag queens na capital malaia, Kuala Lumpur, continua em atividade, mesmo após uma batida policial meses atrás que encaminhou dezenas de homens à delegacia.

Em setembro, duas mulheres foram acusadas de fazer sexo lésbico. Um mês depois, o vice-primeiro ministro do País, Ahmad Zahid Hamidi, disse que o tsunami que atingiu o sul da Malásia ano passado foi uma punição por causa de LGBT.

O recém-eleito primeiro-ministro, Mahathir Mohamad, disse, em 2018, que o país não pode aceitar os direitos LGBT, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, porque isso constituem "valores ocidentais" que a Malásia não pode tolerar. O país é de maioria muçulmana.


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