Rússia condena dona de boate gay por promover 'ideologia LGBT'

Anistia Internacional pede o fim da perseguição a cidadãos arco-íris

Publicado em 25/03/2026
Governo usa de artifícios para processar e condenar LGBT

A proprietária de uma balada LGBT na Rússia foi condenada a passar quatro anos em uma colônia penal por “organizar as atividades de uma organização extremista”. .

Entre no grupo de Whatsapp do Guia Gay e não perca nenhuma notícia

O veredito contra a empresária Tatiana Zorina, de 23 anos, foi dado na segunda-feira 23 pelo Tribunal Distrital de Ingodinsky, em Chita, Sibéria Oriental.

Além disso, o tribunal a proibiu de administrar fóruns on-line ou liderar associações públicas por quatro anos após sua libertação.

Segundo a Anistia Internacional, Tatiana foi detida em outubro de 2024 durante operação na boateTochka, antes conhecida como Jackson.

A investigação alegou que o local foi usado para “promover a ideologia” do chamado “movimento LGBT internacional".

Desde outubro de 2023 que o país cita esse movimento inexistente para atacar pessoas LGBT e quem se associa a elas.

Até o final de 2025, pelo menos 23 processos criminais haviam sido abertos por acusações de “extremismo” relacionadas a atividades LGBT.

"As autoridades russas devem anular imediatamente essa condenação e libertar Tatiana Zorina", clamou a diretora da Anistia Internacional para a Europa Oriental e Ásia Central, Marie Struthers.

"Devem também revogar as leis que rotulam arbitrariamente a expressão e a associação pacíficas como ‘extremismo’ simplesmente por se relacionarem com a orientação sexual ou identidade de gênero que não se alinham aos chamados ‘valores tradicionais’. Essa caça às bruxas homofóbica deve acabar agora.”

Tags: russia

Parceiros:Lisbon Gay Circuit Porto Gay Circuit
© Todos direitos reservados à Guiya Editora. Vedada a reprodução e/ou publicação parcial ou integral do conteúdo de qualquer área do site sem autorização.