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Pioneiro gay: morre David Hockney, um dos maiores pintores do mundo

Artista iria completar 89 anos em breve e foi um dos ícones da pop art

Publicado em 13/06/2026
Morre o pintor gay David Hockney
Irreverente e abertamente gay, britânico foi tema de mais de 400 exposições no mundo

Morreu aos 88 anos David Hockney, um dos pintores mais celebrados do mundo.

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Em comunicado enviado à imprensa, sua assessoria escreveu: "O célebre artista britânico David Hockney, uma das figuras mais importantes da arte contemporânea nos séculos XX e XXI, faleceu pacificamente em casa no dia 11 de junho de 2026, um mês antes de completar 89 anos.”

Abertamente gay, Hockney estava em um longo relacionamento com seu assistente, Jean-Pierra Gonçalves de Lima.

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O artista britânico nascido em Bradford em 1937 era filho de pais da classe trabalhadora, mas conseguiu estudar no prestigiado Royal College of Art, em Londres.

Na década de 1960 mudou-se para a Califórnia, nos Estados Unidos, e enquanto lecionava em faculdades se consolidou como um dos principais nomes da pop art ao lado de Andy Warhol (1928-1987).

Seu estilo, no entanto, era mais realista, menos voltado à cultura pop. A homossexualidade aparecia de forma lúdica em homens tomando banho ou sentados juntos.

Uma de suas obras mais famosas é Retrato de um Artista (Piscina com Duas Figuras), de 1972.

A pintura, que mostra um homem observando outro nadando, foi vendida em 2018 por US$ 90 milhões (cerca de R$ 440 milhões), tornando-se à época a obra mais cara de um artista vivo adquirida em leilão.

Hockney não se deteve apenas na pintura e também produziu fotografias, gravuras e foi cenógrafo por vários anos.

Em 2017, aos 80 anos, afirmou que ainda trabalhava diariamente pintando por cerca de seis a sete horas por dia.

"Estou perfeitamente feliz fazendo isso", disse à CNN. "Sinto-me com 30 anos quando estou no estúdio, então venho todos os dias e trabalho, porque é assim que me sinto jovem."

Nos últimos 60 anos, o artista foi tema de mais de 400 exposições individuais no mundo, incluindo todos os espaços mais prestigiados da arte, tais como o Centre Pompidou, em Paris, e o Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

Mesmo tendo recusado o título de cavaleiro britânico, Hockney aceitou em 2012 o convite da Rainha Elizabeth II para a Ordem do Mérito. Na cerimônia, no Palácio de Buckingham, ele compareceu usando um par de Crocs amarelos, o que divertiu o Rei Charles III, já ciente da irreverência do artista. 

No comunicado da morte, sua assessoria acrescentou que seu "legado duradouro reflete seu profundo entusiasmo pela vida, seu excelente senso de humor, sua imensa generosidade e sua curiosidade investigativa, sintetizados por sua frase registrada: 'ame a vida".


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