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Cantor gay é alvo de ataques após vazarem fotos do casamento dele

Artista disse não se incomodar porque tem recebido carinho de quem é importante para ele

Publicado em 02/05/2026
Adrián Bello, cantor gay peruano
Adrián Bello (foto) uniu-se ao ator e diretor Bruno Ascenzo

O cantor peruano Adrián Bello afirmou que tem recebido ataques após viralizarem imagens de união simbólica com o companheiro, o ator e diretor Bruno Ascenzo.

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As fotos e vídeos da cerimônia - realizada em Cusco, cidade no Vale Sagrado dos Incas - foram divulgadas por convidados.

"Algumas pessoas me perguntaram se me incomodam os comentários ofensivos ou homofóbicos que foram postados em alguns vídeos do meu casamento... e a resposta é não. Tenho muita sorte de não me incomodar, porque todos os meus familiares, de ambos os lados, estavam no meu casamento", disse o artista de 35 anos em seu perfil no TikTok.

"Tenho recebido muito amor, não só da minha família próxima — meus pais, meu irmão, meu agora marido, minha avó — mas também de todos meus parentes. Foi o dia mais feliz da minha vida. Estive com meus amigos da escola, da vida, e com todas as pessoas que me amam por quem eu sou e a quem eu amo por quem elas são", prosseguiu.

Adrián Bello, cantor gay peruano

"A verdade é que isso não tem preço, é um privilégio, eu sei. Nem todo mundo tem esse apoio, esse carinho e esse amor, e é exatamente por isso que não me importo com o que pessoas aleatórias, com perfis reais ou falsos, dizem sobre nós. Estamos muito felizes, temos nossa família e amigos por perto, e não há nada como isso, então o resto é só ruído", acrescentou.

A união, como dito, foi apenas simbólica, já que o Peru não reconhece oficialmente essas uniões.

Desde a década passada, vários projetos de lei sobre o tema foram discutidos no Congresso e não tiveram sucesso.

Em 2022, o Tribunal Constitucional alegou que a Constituição local reconhece apenas uniões entre homem e mulher e rejeitou legalizar uniões homossexuais celebradas no exterior.

No ano seguinte, a Comissão de Justiça e Direitos Humanos, órgão do Congresso da República, usou a mesma justificativa para barrar projeto de casamento gay com 12 votos contra e apenas dois a favor.