Ator de 'Pose', Billy Porter revela que vive com HIV há 14 anos

Gay assumido, intérprete de Pray Tell contou que personagem o ajudou a superar a vergonha do vírus

Publicado em 19/05/2021
Ator de Pose, Billy Porter, gay assumido, revela que tem HIV há 14 anos
Porter disse que esperava mãe morrer para contar sobre status de HIV

Intérprete de Pray Tell na badalada série Pose, Billy Porter revelou ser soropositivo para HIV.

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"Eu era a geração que deveria saber melhor disso, mas aconteceu mesmo assim", contou o ator à revista The Hollywood Reporter, em entrevista publicada nesta quarta-feira 19.

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"Era 2007, o pior ano da minha vida. Estive no precipício da obscuridade por cerca de uma década ou mais, mas 2007 foi o pior de tudo. Em fevereiro, fui diagnosticado com diabetes tipo 2. Em março, assinei os papéis da falência. E em junho, fui diagnosticado HIV positivo."

Porter explicou que esperava sua mãe morrer para contar sobre o HIV, mas acredita que agora ela não tem muito tempo de vida, portanto, não precisará lidar com essa informação por muito tempo.

"Ela não vai estar aqui por muito tempo, e vou escrever meu livro e assumir e ela não terá que conviver com o constrangimento de ter um filho soropositivo", disse.

O ator que tem 51 anos e é gay assumido explicou que interpretar Pray Tell, que também tem HIV na série, o ajudou a superar a vergonha do diagnóstico.

"E o brilhantismo do Pray Tell e esta oportunidade foi que eu fui capaz de dizer tudo o que eu queria dizer por meio de um substituto”, acrescentou.

O ator, cantor e diretor está em seu melhor momento tanto pessoalmente - está começando uma família com o marido, Adam Smith, com quem é casado há quatro anos - quanto profissionalmente.

"Estou me preparando para interpretar a fada madrinha em Cinderela. Eu tenho uma nova música saindo. Eu tenho um livro de memórias sendo publicado. Pose está aí. Estou dirigindo meu primeiro filme."

"E estou tentando estar presente. Estou tentando ser alegre, e um dos efeitos do trauma é não ser capaz de sentir alegria", afirmou.

"Existe felicidade, sim; há alegria superficial, mas também havia uma sensação de pavor, o dia todo, todos os dias. Não era um medo de que [meu status de HIV positivo] fosse revelado ou que alguém fosse me expor; foi apenas a vergonha de ter acontecido em primeiro lugar."


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