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Homem recusa liberdade para ficar com namorado que conheceu na prisão

Cumprindo pena por tráfico de drogas, preso solicitou à Justiça para seguir na penitenciária

Publicado em 13/08/2026
Preso não quer sair da cadeia na Argentina para ficar junto ao namorado
Augusto Manuel Pacicco passou pela perda de toda a família e se afundou nas drogas

Um detento se tornou notícia na Argentina após recusar-se a ser posto em liberdade condicional porque ele deseja ficar ao lado do namorado que ele conheceu na prisão.

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Augusto Manuel Pacicco, de 39 anos, cumpriu 14 meses por tráfico de drogas e já poderia ser solto.

No entanto, ele teve pedido atendido pela Justiça para passar os próximos 10 meses de sua sentença na Unidade Penitenciária Nº 5 de Villa María, em Córdoba.

O namorado foi preso pelo mesmo crime, mas Pacicco alega que o amado é inocente e quer continuar junto dele para apoiá-lo.

Os dois dividem uma cela no Pavilhão C, dedicada a presos com bom comportamento.

Ambos trabalham como faxineiros. Levantam-se às nove da manhã e lavam celas e roupas dos 140 detentos dessa ala.

"Almoçamos juntos, lanchamos e tomamos café da manhã, convivemos com nossos companheiros — levamos uma vida normal, por assim dizer, mas dentro do sistema prisional”, explicou Pacicco à rádio local Rock & Pop.

O detento já teve uma vida muito diferente da atual. Ele era técnico em emergências médicas e atuava em clínicas e serviços de emergência.

A sua derrocada veio por causa de mortes: ele perdeu, em poucos anos, o irmão, o pai e, por fim, a mãe.

"Foi aí que desmoronei. Eu não tinha tempo para viver o luto de uma perda antes que a próxima chegasse, e assim por diante."

Pacicco, então, se agarrou às drogas "acreditando que me faria esquecer as perdas, a tristeza e tudo o que eu estava passando na época", relatou.

Ele perdeu o emprego e, depois, todo o resto, chegando finalmente — segundo seu próprio relato — ao "limite absoluto".

Quando foi preso, ele estava com depressão e anemia e sem vontade de continuar vivendo.

O homem conta que se surpreendeu com a acolhida na penitenciária.

Os serviços de psicologia, enfermaria, equipe médica, chefe de segurança, o vice-diretor da unidade e seus companheiros de cela foram, na visão dele, os fatores que transformaram sua vida.

“O sistema me mostrou que a realidade não tinha nada a ver com o que as pessoas dizem lá fora. Eles me deram tudo de que eu precisava naquele momento para que eu pudesse estar aqui conversando com você hoje", desabafa.

Hoje ele faz uso de medicação e passa por tratamento para dependência química e depressão e diz que não sente nenhuma vontade de se drogar.

"As drogas simplesmente não existem mais na minha vida."

Ele conheceu Roy, o namorado, um mês após ser detido. Eles cogitam se casar quando forem libertados.

“Minha ideia é estabilizar um pouco as coisas, porque ele precisa de mim agora. Quando eu precisei dele, ele esteve lá para mim", finaliza.

Tags: prisao

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