Mesmo proibido, casamento lésbico é reconhecido na Bolívia
Casal conseguiu na Justiça direito de se unir oficialmente
Um casal lésbico conseguiu vencer a homofobia da lei boliviana e se unir.
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Na sexta-feira 7, Fabiana Banzer e Scarlett Rocha fizeram registro de seu casamento civil.
As duas tentaram se casar pela primeira vez em outubro de 2022. Com a recusa, elas entraram na Justiça, que culminou em duas decisões judiciais de caráter constitucional.
Em suas redes sociais, Fabiana comemorou o feito.
"Scar e eu estamos juntas há mais de quatro anos. Fico muito feliz em anunciar à nossa família e aos nossos amigos que, após uma luta jurídica de três anos e 10 meses, finalmente conseguimos acesso ao casamento civil como duas mulheres", escreveu.
No entanto, uniões homossexuais seguem proibidas. O Artigo 63 da Constituição do país define casamento como união entre um homem e uma mulher.
A autorização que elas conseguiram foi um caso individual.
Em 2020, David Aruquipa e Guido Montaño se tornaram o primeiro casal homossexual a ter uma união livre registrada, também após batalha judicial.
Já o casamento, conseguido por Fabiana e Scarlett, traz muito mais direitos.
O caso de ambas pode abrir precedente jurídico para que mais casais de gays e lésbicas consigam esse reconhecimento.








