Partido brasileiro celebra vitória do grupo Talibã, que mata gays

Afeganistão está totalmente sob controle dos fundamentalistas islâmicos

Publicado em 15/08/2021
taleban gay pco
Saída das forças armadas dos EUA do país deu espaço para radicais voltarem ao poder

O Partido da Causa Operária (PCO) celebrou a tomada do poder no Afeganistão pelo grupo extremista Talibã e responsável por apedrejar gays até a morte ou derrubar muros sobre os condenados por homossexualidade. 

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Nas redes sociais, o partido brasileiro de extrema-esquerda publicou mensagem de apoio.

"Ao bater em retirada, o imperialismo estadunidense revela a crise em que se encontra. Sem sombra de dúvida, o avanço do Talibã representa uma enorme vitória sobre os piores inimigos dos oprimidos de todo o planeta. Pelo fim das ocupações imperialistas!", escreveu o partido, no sábado 14, no Twitter.

 

 

Os Estados Unidos invadiram o país em 2001 após o 11 de setembro, ato terrorista planejado no Afeganistão, justamente para combater o Talibã.

Durante seu governo, o ex-presidente norte-americano Donald Trump acertou a retirada das tropas de seu país para maio passado. O atual presidente Joe Biden adiou a saída para agosto.

Neste domingo, a imprensa internacional noticiou que o presidente afegão Ashraf Ghani deixou o país. Logo após, o Talibã ocupou o palácio presidencial em Cabul.

Há relatos de milícias que jogaram ácido no rosto de mulheres que se dirigiam à escola, esta semana, no país. O Talibã proíbe que mulheres estudem.

Uma outra mulher teria sido fuzilada apenas por não usar a burca, vestimenta muçulmana que cobre praticamente todo o corpo.

Homossexuais não são tolerados pelo Talibã: a pena é de apedrejamento, caso a Lei da Sharia volte a ser aplicada da forma mais radical.

"Para homossexuais, só pode haver duas punições: ou apedrejamento ou ele deve ficar atrás de muro que cairá sobre ele. A parede deve ter 2,5 a 3 metros de altura", disse um juiz talibã, em julho, que dava certeza do retorno da pena aos gays.


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