Drag queens gaúchas querem piso salarial e auxílio-transporte
Proposta também determina estrututura mínima para camarim, que deve ter banheiro
As drag queens no Rio Grande do Sul podem passar a exigir valor financeiro mínimo para atuar, pagamento de auxílio-transporte e camarins que tenham banheiro.
Entre no grupo de Whatsapp do Guia Gay e não perca nenhuma notícia
O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio Grande do Sul (Sated-RS) propôs piso salarial para transformistas.
A entidade explica que a proposta foi elaborada a partir da realidade e da experiência de profissionais da área, atualmente em processo de regulamentação.
A sugestão engloba diversos tipos de atividades em que a drag queen costuma atuar.
Para a recepção em eventos, por exemplo, a sugestão é de R$ 300 por duas horas de trabalho e R$ 100 a cada hora adicional.
Já para apresentação de eventos, o cachê sobe: para eventos privados, R$ 750; para corporativos, R$ 1.500. Em ambos os casos, para duas horas de trabalho.
Para performance de até 15 minutos de duração em evento, o cachê deve ser de R$ 300. Cada performance adicional custa R$ 200.
Há situação em que se exigirá pagamento de metade do cachê sete dias antes da performance.
A entidade também cita o trabalho em ensino e cursos (R$ 500 a hora/aula) e apresentação teatral (R$ 600 por até duas horas).
O auxílio-transporte (ida e volta) foi tabelado em R$ 100.

A entidade também se posicionou sobre alimentação, que deve ser oferecida pelo contratante em eventos que ultrapassem três horas.
Também foi destacada a infraestrutura mínima do camarim, que deve contar com espelhos de corpo inteiro, ventiladores, água, banheiros adequados e espaço suficiente para as artistas se organizarem.
A proposta foi construída em conjunto com o Coletivo DragPOA e Grafia Drag.
A iniciativa foi comemorada por drag queens de todo o Brasil.
Drag Suzaninha, de Florianópolis, comentou que foi tentada ação semelhante na capital catarinense: "Mas não foi pra frente por conta dos donos das casas noturnas".
Sayuri Heiwa, do Recife, afirmou que na capital pernambucana a luta tem sido travada junto com as artistas. "Conseguimos uma significativa melhora, mas nosso foco futuro será esse piso."
Penélope Fontana, de BH, lamentou que as artistas ainda vivam parcialmente na informalidade: "A classe artística poderia lutar pela regulamentação da arte drag e seu reconhecimento como profissão ao Ministério do Trabalho."








