Lésbicas têm mais vaginose bacteriana que héteros, diz estudo
Uso de brinquedos sexuais é um dos motivos para maior ocorrência dentre esse grupo
Mulheres que fazem sexo com mulheres sofrem três vezes mais de vaginose bacteriana do que as heterossexuais. A proporção é de 40% para as primeiras contra 14% para as últimas.
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A conclusão é de estudo realizado pelo Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp em parceria com o Departamento de Patologia Básica da Universidade Federal do Paraná. A pesquisa foi publicada na revista médica Scientific Reports.
Das 109 mulheres analisadas, 54 se relacionavam exclusivamente com mulheres e 55 exclusivamente com homens. Cerca de 90% tinham menos de 40 anos.
A vaginose bacteriana se caracteriza pelo desequilíbrio da microbiota vaginal - isto é, a diminuição dos lactobacilos, chamados de "bactérias do bem", que inibem infecções. Quando a flora está comprometida, o risco de infecções sexualmente transmissíveis (IST) aumenta, assim como doença inflamatória pélvica e parto prematuro.
Segundo o site da revista Marie Claire, o estudo identificou que uso de brinquedos sexuais e baixa renda familiar estão associados à maior ocorrência de vaginose entre lésbicas e apontou indícios de transmissibilidade sexual entre parceiras.
Uma pesquisa divulgada em 2022 pelo 1º LesboCenso Nacional, feito pela Liga Brasileira de Lésbicas com 19,4 mil participantes, revelou que 72,9% das entrevistadas relataram constrangimento ao falar sobre sua orientação sexual em consultas e quase 25% disseram ter sido alvo de discriminação ou violência durante consulta ginecológica.
De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 47% das mulheres que fazem sexo com mulheres realizam consultas ginecológicas anualmente, ante 76% da população feminina em geral.








