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Paganniny: quer ir da produção de festas LGBT à Câmara Municipal

Candidato pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC) afirma não fazer promessa por conta de cansaço do povo

Publicado em 11/11/2020
Guim Paganniny: candidato gay pelo PTC a vereador de BH
"Meu foco é diminuir bastante os moradores de rua da capital, e os animais também que vivem na rua", diz Guim

Guim Paganinny é conhecido no meio arco-íris de BH principalmente por seu trabalho como produtor de festas. Agora, ele quer agregar um novo meio de atuação: a política. 

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Ele tenta ser vereador pelo Partido Trabalhista Cristão  (PTC). E onde fica a laicidade do Estado? Para o candidato não há problema nesse fato. "Mesmo sendo um LGBT, sou cristão e sei que Deus me aceita da forma que sou", respondeu na entrevista abaixo.

Como seu mandato vai contribuir para o avanço da cidadania LGBT em BH?
Lutar de frente pela causa, como na Câmara não tem nehum representante, serei o porta-voz e lutarei pela igualdade social. [Nota da redação: há um vereador bissexual assumido, Gabriel Azevedo (Patriota)].

Fora a questão LGBT, quais são suas três principais propostas para a população?
Combater a desigualdade, desemprego e buscar parceiros pra abrigar moradores de rua em ambiente com estruturas para ajudar a sair dessa situação.

Quem votar em você vai ajudar a eleger pessoas do PTC. Qual o compromisso do partido com a cidadania LGBT?
Compromisso do partido é o mesmo compromisso dos outros, pode representar a população, porém meu compromisso como vereador e cidadão e por ser candidato LGBT é que vou lutar de verdade.

Nas suas redes sociais, há poucas citações de propostas. Não considera isso algo negativo? Como o eleitorado poderá conhecer seus projetos para a vereança?
O brasileiro "tá" cansado de proposta. Na minha campanha, optei por não ficar fazendo a mesma coisa de sempre, prometer, prometer e prometer. Quero chegar e fazer sem ter prometido, mas tenho, sim, várias propostas, como ações sociais.

Meu foco é diminuir bastante os moradores de rua da capital, e os animais também que vivem em estado de rua.

O Brasil é um estado laico. Valores religiosos devem ser respeitados, mas não devem guiar a gestão e a feitura de leis. Não avalia como ruim haver um partido cristão?
Não, porque mesmo sendo um LGBT, sou cristão e sei que Deus me aceita da forma que sou.

Nunca teve, mas tudo tem a primeira vez e se eu for eleito no partido cristão, lutarei com unhas e dentes para defender a classe LGBT, e, sim, lutar contra toda bancada evangélica que quer nos calar.

AVISO: Esta entrevista faz parte de projeto do Guia Gay BH de entrevistar todas candidaturas LGBT à Câmara Municipal de BH.

Todas as candidaturas recebem três perguntas iguais e duas específicas, que podem coincidir ou não, a depender dos partidos e dos perfis das pessoas pleiteantes.

Acompanhe todas as entrevistas e reportagens sobre as eleições na editoria Eleições 2020 clicando aqui.


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